sábado, 23 de outubro de 2010

Canto Solitário I (Mal estar)

(Sinto essas lágrimas
Tão salgadas,
Tão impuras,
São tão cálidas...)

(Sinto essa angústia,
É fria
É fraca
Ela é apática)

Se lisonjeira essa fragilidade
e franca e pura tua fraqueza
A bela cura da humanidade
O quebradiço de sua beleza

Gosto do sabor deste sangue
e de toda imensidão da sua alma
deixe que minha força te inflame
deixe minha fúria abalar sua calma

Que se propague essa chama,
nos longínquos do universo
Que se explodam as palavras
no amargo destes versos

(Não sei se tristeza
Não sei se é fúria
um complexo e patético
um tolo... um cético)

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