segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Medo

Dos delírios e drogas
dos declínios as provas
absorvo nos lábios
os casos dos falhos
evidencias humanas
falhas profanas
de seu sangue...

sangue sujo de pecado,
Pecado nojento inescrupuloso
Pecado de sangue,
de sangue, sujo está o seu rosto

pureza, só encontro
nos altos dos sonhos
onde não somos monstros

Dia, noite e madrugada somos!
somos piores que as ingratas fábulas
Tão espontâneos quanto as próprias falas
tão sinceros quanto nossos devaneios hostis

Que não me queimem
que não me ajuntem às cinzas dos pederastas
que não se cale minha lingua
como as línguas de falácias
Que minha honra não seja manchada
Pelas mãos dos traidores
Que minha fé não seja cantada,
Pelo coro destes pecadores

Morram falsos santos!
...em batalhas os covardes
queimados os temerosos
pois em tempo de defender suas famílias
São ingratos os leprosos
Que não defendem suas filhas
os profanos são os que se escondem
que não entorpecem com pericia
o fio de suas espadas com sangue
esta sim é a malicia

Que não sonhem com paraísos
para invalidos ou feridos
aos singelos sem coragem
que não tratem suas faces
como objeto de cultivo
Pois seus crânios, são escudo e abrigo
pra maior de suas armas
e maiores os problemas
do que quando enferrujadas
suas lanças e espadas
Encontram se intocadas,
Inertes ou inerentes
as forças e suas mentes.

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